
Reprodução: Google Imagens
Por: Cesar Barreto
Desde sua criação na década de 20, o rádio se tornou o fiel companheiro da maioria da população brasileira. Seus programas humorísticos, de auditório, noticiários e principalmente rádio-novelas, eram apreciados por grupos de pessoas, que se uniam com o intuito de discutir a programação radiofônica da época. Foi na década de ouro do rádio (anos 50), que surgiram as principais figuras midiáticas dos dias de hoje, como Sílvio Santos, Hebe Camargo, Lima Duarte, Raul Gil e outros nomes já consolidados no cenário televisivo atual.
A partir do surgimento da TV em 1950, criou-se uma expectativa pouco otimista quanto a permanência do velho aparelho de madeira continuar presente na vida do povo. Anos mais tarde, a internet tornou-se a nova incógnita. Será que com todas as possibilidades dessas novas mídias o rádio sobreviveu? Será que as pessoas esqueceram o companheiro de todas as horas? E principalmente, por que diabos ouvir rádio quando se tem a imagem da televisão e o mundo infinito da internet?
Responder a estas questões não é fácil, porque aparentemente se trata de uma tentativa de ir contra a razão, mas alguém tem que explicar como o o rádio continua vivo, com cada vez mais emissoras novas, aumento na receita publicitária, e principalmente com um público gigantesco de ouvintes. É mágica, macumba, reza braba ou qualquer outro tipo de fenômeno paranormal que sustenta as ondas AM e FM no ar? Não!!!
O rádio ainda é o veículo de comunicaçãoque está mais próximo do público, com sua interatividade crescente, a radiofonia informa, diverte e dialoga com os ouvintes cada vez mais. Telefone, torpedo, e-mail, redes sociais e outras ferramentas, fazem com que ele seja o responsável por criar parte da programação. Por falar em programação, os mais variados segmentos culturais são contemplados no rádio, criando identidade permanente com os diversos estilos.
A portabilidade do aparelho, também é um importante tópico para explicar sua perdura na contemporaneidade tecnológica. Quase todos os equipamentos eletrônicos, como celulares e Ipods, dispõem de espaço para a captação do sinal, facilitando a vida do usuário que não precisa carregar um monte de equipamentos. Além disso, o rádio permite que o ouvinte participe do processo de montagem da programação, principalmente no que diz respeito a grade musical.
